sábado, 7 de Novembro de 2009

Foi assim em Anadia com o Luis Ferreira e "Momentos"

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Perdoa-me

Perdoa-me se o meu tempo não tem ponteiros.
O passear dos meus versos pelo teu corpo,
a ousadia de fazer do teu olhar a minha luz.
Perdoa-me o verbo amar,
o poema feito para te encantar.
Rego com ansiedade as minhas mãos,
precisava que crescessem e florissem
em palavras de todas as cores.
Queria um mundo em arco-íris,
um regalar de olhos para um amanhã sorridente.
Vejo-te crescer num oceano próspero
e o meu peito brilha,
pelas palavras que deixas no miolo
das folhas encharcadas de sentimentos.
Perdoa-me por mergulhar, sempre nua,
na onda do teu sorriso.
Sei que te inquieto, sei que te provoco,
mas quero muito o teu abraço forte de mar.
Sorvo dos teus lábios o néctar das melhores castas
e embriago-me pelo momento,
colando-me ao teu respirar.
Redondas são as pedras da praia,
redondo é o silêncio, o mundo,
redondo é o sentimento cristalino,
um afecto desmedido e sério.
(passa as mãos na minha voz e faz-me tua)
Perdoa-me se o meu tempo não é igual ao teu.

Perdoa-me,
ao final da tarde,
porque agora não tenho tempo de te deixar de amar.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Luis Ferreira e "Momentos" em Anadia


(clique na imagem para ver melhor)

O Luis é um amigo de longa data, é com muito gosto que o recebo e ao seu novo livro " Momentos" no dia 7 de Novembro aqui na Biblioteca de Anadia.

Eu vou lá estar, espero encontrar-vos também (sim, claro que vai haver espumante)

Abraço

( sitío do Luis : http://marsonhos.blogspot.com/ )

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Breve

Trago segredos nas pontas dos dedos
e não tenho corpo para os deixar.

Trago dunas de memórias inquietas
e o horizonte não chega para as acalmar.

É tão breve
a essência do mundo no infinito do teu olhar.
É tão grande
o meu peito quando se abre dentro da palavra.

Tocas-me no silêncio
que a minha boca encerra
e beijas-me subtilmente o desejo de te ter.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

A cada ciclo da lua


Deste sangue que me escorre da alma,
desta dor que se enlaça à carne,
provocando-a,
devorando-a…
Fica um segmento de vida
pendurado num tempo que jamais retorna.

Palpita-me que o pensamento fugiu
à vontade de ficar.
Que as cordas
que tocam a voz aposentaram-se
cansadas de gemidos silenciosos
e de gritos que se recolheram
à chegada da dor.

Para que não deixe o corpo morrer
injecto-me de palavras
que me enchem o peito de ar
e brilho nos olhos.
Só o oxigénio de um poema me faz renascer.
Só o chão feito de roldanas aguçadas
faz mover as frases compostas de esperança,
não esmorecendo o sorriso.

Por vezes também vens, atenuando-me a dor
ao embriagar-me os sentidos.

Vou rasgando devagar o tempo.
Vou alimentando aos poucos
o futuro que já se adivinhou,
tentando me convencer que o sol vai lá estar,
mesmo em céu encoberto e frio.

Cego-me sempre,
ao nascerem-me lágrimas rosadas, a cada ciclo da lua.

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Foi assim em Setúbal






E assim foi, no dia 3 de Outubro no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, levámos os 70 poemas por um sorriso e trouxemos as caixas cheias de sorrisos e a alma cheia de calor.

Tudo pelos jovens da APPCDM de Setúbal, tudo por um viver melhor e pela amizade.

Quero deixar um beijo muito especial, ao António, ao meu pai, à minha mãe, à Nanda e à Susana Moura. Sem eles nada do que se passou neste dia seria possível.
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Para quem quiser comprar o livro custa 5€ e reverte por inteiro para a APPCDM de Setúbal, podem-me contactar directamente para vandapaz@sapo.pt e eu mando por correio.
Com um simples gesto podemos fazer nascer muitos sorrisos.
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Abraço

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Não digas nada


Às vezes
Não é preciso dizer nada
Basta a húmidade do olhar
O toque das tuas mãos
Em segredo silencioso
E quente
Talvez
Quando nascer a palavra
Já não precisará de ser dita
Talvez
Quando adormecer o sentimento
Ela fará todo o sentido
Não digas nada
Encosta os teus lábios aos meus
E pensa baixinho
O que não precisas dizer

domingo, 27 de Setembro de 2009

70 poemas por um sorriso



Para ver melhor clique na imagem

O meu amigo e escritor António Paiva mostra, mais uma vez, a sensibilidade para os problemas das crianças e jovens do nosso país lançando um livro em que a totalidade da receita reverte a favor da APPCDM de Setúbal. Um projecto que foi por ele proposto a várias pessoas e entidades que, desde logo, aderiram com vontade e orgulho. A capa tem por base uma pintura a óleo sobre tela feita propositadamente para o efeito pela pintora Helena Paz, amiga do autor e minha mãe. Tendo as empresas Lusis, Lda as Edições REDITEP, Lda e a Linkprint Gráfica, Lda dado corpo ao livro e contribuido, também, para que este projecto se realizasse.

É com muito orgulho que estarei presente no dia 3 de Outubro para que possa sentir os sorrisos dos meninos e jovens da APPCDM de Setúbal.
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Espero encontrar-vos por lá
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Abraço
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Vanda Paz

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Amo-te

Nas Primaveras do teu sorriso
Balanço-me sem medo do tempo
Não existem ponteiros no meu peito
Só o bater de um coração
Que chama por ti, sem pressas

Espero, paciente
Que me dispas o silêncio
E que te entregues
Aos murmúrios do meu corpo,
Ferida aberta de paixão
Que afago suavemente
Com a palma da minha mão

A vindima é perfeita
Quando colho o brilho do teu olhar
Fruto maduro e cuidado
Que eu deixo, em mim, fermentar
Embriagando o desejo, sufocando a saudade
Para que possa sorrir sem deixar de sonhar

Em breve, provaremos o vinho novo.

Porque o Luis merece


"O autor, Luís Ferreira e a Temas Originais, têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento do livro "Momentos…" a ter lugar na sala Green Room do Freeport, Alcochete no próximo dia 26 de Setembro pelas 17:00.

Obra e autor serão apresentados pela Drª Carmo Miranda Machado e esta sessão contará com a actuação do Trio Opus Musique e da SamariTuna.

Tuna Feminina da Universidade Lusófona.

Se puder não falte.


Luis Ferreira"

sábado, 19 de Setembro de 2009

Tomara eu




Tomara eu, poder beijar o sol,
Incendiar os ventos, morder o anzol.

Ter a coragem de olhar a lua
Esquecer as palavras do peito… e ser tua.

Tomara eu, beber a aurora
Misturar-me na terra, trazer o outrora.

Mergulhar sem medo em mar agitado
Esquecer-me de mim… sentir o pecado.

Tomara eu… deixar de ser…

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Acabou

De repente
Somos ninguém

Porque
Para quem éramos
Para quem acreditávamos

Deixamos de o ser

De alma rasgada
De peito dorido
Vou
… ao encontro do nada…

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Um livro por uma causa




Para ver melhor clique na imagem

"Queridos amigos,
Deixo-vos o convite para a apresentação do meu livro de poesia "Canteiros de Esperança", no dia 26 de Setembro, pelas 16 horas, na Sociedade Filarmónica Humanitária, em Palmela, cuja receita reverte na íntrega para a construção do Lar Residencial da APPACDM de Setúbal.Desta forma conto com a vossa simpática presença e caso não seja possível estarem presentes e queiram juntar-se a mim neste contributo para uma causa tão meritória, podem adquirir o livro através da Editora "Temas Originais":http://www.temas-originais.pt/autores/fernanda_esteves.htm
Um beijo de carinho e amizade.
Nanda "
Anexar ficheiro:

domingo, 13 de Setembro de 2009

Outros tempos


É pelas arcadas da vila
que respiro o ar de outrora.
Sinto-me mulher cigana
num espaço que não é meu
mas que me fascina e me encanta.
Escapam-se-me as raízes
que procuram saciar a sede
nesta terra banhada de frutos.
São as sombras do destino
que me entregam a este anseio.
É a magia das vontades
que me calam o pensar com um sorriso.
Derrete-se, aos poucos,
aquela velha vela dourada.
Apaga-se a chama num sopro
e de repente o tudo já é nada.
A luz, só a que nasce dos meus olhos,
tudo o resto é paisagem em aguarela.

O passado, tornou-se um presente desejado,
deixando o futuro entregue ao abraço prometido.

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Lágrima


Nasces
do crepúsculo
do meu olhar.
Lanças-te
pela escarpa,
triste,
da minha face
e vais…
…ao encontro
da enseada da memória
onde te aninhas
e fortaleces.

Podes luzir
no silêncio
ou rebentares
na escuridão
do sentimento.

As mãos acolhem-te
porque a alma ausentou-se,
por tempo incerto.

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Ironia



É no jejuar
Que se arregaça
A lentidão dos olhos
Que se acalmam
Os suspiros inférteis

O ponto final
É o princípio da seca
De um rio
Que corria ardente
Mas em saudosa
Massa encefálica
Lenta, triste e doente
Onde a foz
É sempre no abraço ausente

quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Celebração

Em noite amachucada de branco
Onde a poesia desmaiava
No deserto do meu corpo,
Nasceu um rio de silêncio
Que venero até hoje

O caminho do tempo
Está coberto de rosas brancas
Que soltam aromas avermelhados
Quando o desejo chama
E se cobre
Com o sabor da tua voz

Refresco o meu instinto
Com a amizade
Que entregas em ondas suaves
Que rebentam
No meu abraço

Sinto o rodopiar das nossas almas
Que dançam algures
Entre a brisa do mar e o luar
Entre emoções tão breves
Como o tocar dos teus lábios nos meus,
O fechar dos teus olhos…

Guardo sempre a tua seiva
Que me alimenta
Até ao próximo concerto
Onde nasce a melodia do prazer
Quando tocas o meu corpo
Feito harpa de murmúrios,
Húmidos

Hoje,
Sou poema,
Porque sou sangue
Terra
Mar
Sol
Noite
Luar
Sou solidão eterna
No sorriso do teu olhar

domingo, 9 de Agosto de 2009

Grãos de areia




Majestoso o marulhar das ondas...

Mergulho o olhar na imensidão deste mar
e toco no fundo, refrescando a alma.
Celebro assim a serenidade do Verão.

Desce a brisa e rasga-se o peito.
Soltam-se as cores da tarde quente
estendendo um sorriso lânguido
pelo capricho de beijar o silêncio.

(soberbo o som do marulhar das ondas)

Deita-se o sol a meu lado
espreguiçando o calor na minha pele
e namoriscando os meus lábios secos,
enquanto cai , demorada, a noite.

(fantásticas as cores deste pôr-do-sol)

E a lua…ah! a lua…
que sopra em peito marulhado
deixando um rasto de brilho abraçado no mar
para que sinta o aroma, para que possa sonhar.

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Precisava tanto de ti hoje

Queria tanto ser espuma do mar
que te beija o olhar constantemente.
Ser a humidade que fica
entre os teus lábios quando se tocam.
Ser a semente da inquietude desse teu peito
encharcado de ternura.

Sempre desfolho a minha vida
em diário de cores intensas.
Mas sempre ancoro na palavra saudade
que suavemente me molha os pés,
deixando crescer a raiz dentro deste corpo
que te anseia.

Plano, em silêncio,
nesta distância que nos separa e que dói, tanto…
Viajo ao teu abraço, noites e noites,
na companhia das estrelas que calam o murmúrio
deste amor que não cessa.

São tantas as vezes que te beijo a alma,
em marés agitadas de madrugadas vazias de ti.
São tantos os sonhos que se empoleiram à janela
e te tocam em pontes de desejos
comandados pela voz penetrante e quente
que me deixa embriagada pela ilusão do aconchego.

Estendo o meu corpo ao luar
esperando que este me lamba e te entregue o meu sabor,
talvez te lembres do aroma do carinho em tons de branco,
pincelado de rosas vermelhas.

Mesmo na flacidez, insistente, do passar dos anos
ainda crescem, rijos, os seios que te pertencem…
ainda nasce o sol, quente, entre as minhas coxas
com a memórias dessas mãos de poeta
que anseia o poema em corpo embriagado de palavras insanas.

Vai-se fechando a noite e ficando para trás um grito mudo e ausente,
num pensamento que me acerca e que te implora:

- Precisava tanto de ti hoje, tanto…

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

O teu poema

Salta a vontade
de morder as sílabas
que se encavalitam
em poema,
dengoso mas sério.
Afasta-se
desenfreadamente
de um texto
incomodando-o e provocando-o.

Rasga-se na quadra,
em dois,
o número dos encantos
ou de tantos outros prantos,
que chora
e engorda de sonhos
aquele que vai no engodo
mas não é louco de todo…

ah poeta de mil cores
de carnes e dores
que magoam, mas entoam,
a desgarrada medida
de uma mentira sentida
(mas por si, já falecida)

ah poeta como te cheiro
em cada letra em cada seio
como sorvo aquela frase
trazendo as asas de uma ave
em brisa de verbo aliciar
(mas que não deixou de voar)

Provo eu cada pedaço teu
por uma lágrima que me nasceu


ah Poeta,
o teu poema, em mim, renasceu